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Orgulhosamente criado por Paula Castro

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MEU BEBÊ CRESCEU, E AGORA?

Os primeiros dias da introdução alimentar.

No embalo da nossa Nutri Giovanna Giacommini, vou falar sobre o desafio, com receitinhas, da introdução alimentar nos nossos filhos.


Essa semana meu filho completou 6 meses, uma data linda. Está quase sentando-se sozinho, interage com as pessoas, com os cachorros em casa e faz brincadeiras que são somente dele.

Mas ao mesmo tempo a amamentação exclusiva acabou. O primeiro dia que o Henrique não mamou do meu leite materno, foi desesperador. Sempre imaginei que seria muito fácil deixá-lo crescer e cortar esse cordão umbilical, mas realmente é muito difícil.


Não sei se é por eu ser mãe “velha” (40 anos), ou porque sou mãe por produção independente e totalmente dependente dele ou se é normal com todas as mães, mas quando seu filho deixa de mamar no seu peito, é uma sensação horrível.

Eu que sempre fui descolada, vivia dizendo que achava um exagero essas mães chorando quando deixavam os filhos na escola, me tornei a minha pior versão.


Ontem pela primeira vez meu filho mamou na mamadeira, leite de fórmula. Foi devastador, parecia que eu estava maltratando meu pequeno, parecia somente na minha cabeça, né?


Porque ele mamou tudo, rápido e feliz, nem ligando se era peito, mamadeira ou leite de lata.

E hoje começo com as famosas papinhas. Ele cresceu e nem vi.


Mas para fazer tudo certo, fui pesquisar as melhores papinhas, as melhores formas de prepará-las e como servir.

A orientação do Ministério da Saúde é que se inicie a Introdução Alimentar aos seis meses. Independente da criança estar em aleitamento materno ou recebendo fórmula infantil. Antes disso a mastigação (mesmo sem dentes), e a maturidade intestinal do bebê ainda não estão aptos para receber os alimentos.


Outro ponto é treinar a postura com o bebê, experimente a cadeira de alimentação, para que o bebê esteja bem firme no início do processo.


Para o preparo das refeições do bebê, devemos priorizar panelas de inox, cerâmica e vidro. Panelas de alumínio, e teflon devem ser evitadas. Potes plásticos também devem ser evitados devido ao Bisfenol A (BPA). Aos 6 meses iniciamos também a introdução de outros líquidos, como água e chás.

Nascemos com a nossa saciedade bem definida, e vamos perdendo essa saciedade no decorrer dos anos com alguns hábitos. Por exemplo de quem nos alimenta insistir para que comamos até a última colherada. Ou oferecer guloseimas quando estamos satisfeitos, tristes, frustrados ou irritados.


Devemos sempre observar os sinais de saciedade, como por exemplo, começar a se inclinar para trás, ao passar a colher de comida perto a criança e essa fechar a boca, etc. Cada criança possui uma característica e devemos respeitar.

Só sabemos se gostamos ou não de um alimento quando o provamos pelo menos 20 vezes. Então sejamos pacientes e sejamos persistentes. Dê um intervalo de 4 a 7 dias para oferecer novamente esse alimento e tente combinações diferentes.


Também é comum que a criança fique mais dispersa em ambientes com muito barulho, Tv, tablet ou celular. Ensine desde o início a atenção plena ao comer, essa lição valerá para vida toda.


Aproveite o máximo possível para ser exemplo de bom hábito alimentar ao seu filho. Faça compras de alimentos saudáveis junto a ele, ensine o nome dos alimentos, que cada vegetal tem, e explique que nem tudo é "salada".

Mostre os aromas de cada alimento. E assim que possível comece a envolvê-lo em fazer as preparações com você.


Para esse momento mãe e filho, vou deixar algumas receitas fáceis de preparar.


Na semana que vem continuarei esse tema que causa tanta aflição na mãe.



PAPINHAS SALGADAS:

- Papinha de carne, inhame, brócolis, chuchu e alecrim


1 inhame em cubos, 1/4 de chuchu em cubos, 3 ramos de brócolis, 5 colheres de sopa de carne moída, 1 dente de alho, alecrim a gosto. Refogue a carne com o alho, adicione do inhame e o chuchu. Cubra com água e cozinhe até ficar macio, por último cozinhe brócolis e alecrim. Pode ser congelado.



Papinha de abóbora, milho, carne e salsa

1 xícara de abóbora, 1 xícara de milho ralado grosso, 5 colheres de sopa de carne, 1 dente de alho, 2 colheres de sopa de cebola, salsa a gosto. Refogue a cebola, o alho e a carne, adicione a abóbora e cozinhe. Quando estiver quase cozido acrescente o milho e a salsa. Pode ser congelado.



Papinha de polentinha com frango, cenoura e tomate

3 colheres de sopa de farinha de milho fina, 3 filezinhos de frango, 1 dente e alho, manjericão a gosto, 1/3 de xícara de cenoura em cubos, 1 tomate italiano picadinho, 3 colheres de sopa de cebola picadinha. Refogar o frango com a cebola e alho, adicionar a cenoura e o tomate e deixar cozinhar. Enquanto isso hidratar a farinha em meia xícara de água. Quando o molho estiver fervendo adicionar a farinha de milho com a água e mexer bem até que solte da panela, por último adicionar o manjericão. Pode ser congelada.



PAPINHA DOCES:


Papinha de goiaba e pêssego

1 goiaba bem madura, 1 pêssego. Retire as sementes da goiaba, utilize apenas a polpa e casca, acrescente o pêssego cortado sem casca. Leve ao fogo e acrescente pouca água, caso necessite acrescente um pouco mais durante o cozimento. Pode ser congelada.



Papinha de mamão, maçã e banana

1 banana prata, 1 fatia de mamão formosa, 1 maçã picada. Leve para cozinhar em fogo baixo, com água o suficiente para cobrir. Cozinhe até ficar macio. Pode ser congelada.


Vanessa Ierizzo

Chef e amante do mundo

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