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Orgulhosamente criado por Paula Castro

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Ilha de Boipeba e Moreré


Na semana passada tirei um dia para conhecer a Ilha de Boipeba e as piscinas naturais de Moreré!


Para começar reservei por whatsapp com uma empresa de minha confiança, a Princesinha que tem os melhores marinheiros e barqueiros da Baía de Camamu, 5 lugares no flex boat.

Normalmente os passeios saem às 10 da manhã do pier de Barra Grande e retornam no mesmo local por volta da 17 hs. Na ocasião pagamos 140 reais por pessoa.


O tempo de barco até a Ponta dos Castelhanos, nossa primeira parada é cerca de 40 minutos.


Lá paramos para um banho de mar e para saborear deliciosos petiscos e drinks das barracas de palha que ficam lado a lado na praia.

Depois seguimos para as piscinas naturais de Moreré. Um lugar incrível de água cristalina onde a água tem temperatura agradável, vários peixes passeiam por entre nossas pernas e os barcos enfileiram-se. Alguns barulhentos, o que me lembrou a Praia do Dentista em Angra dos Reis.


Há nesse local um bar flutuante, que nada mais é que um barco-bar.

Depois de 1 hora por lá, fomos até Boipeba onde almoçamos e demos uma voltinha na vila.


Almoço delicioso, apesar do restaurante estar lotado os pratos vieram rapidamente e fartamente servidos.

No caminho de volta pelo Rio dos Infernos fizemos uma parada estratégica para comer ostras em um pitoresco flutuante que serve ostras fresquíssimas e o atendimento é excelente.

Agora um pouco de história sobre esses lugares tão lindos.


Durante as três primeiras décadas da colonização, o litoral baiano serviu como apoio à rota da Índia, cujo comércio de produtos de luxo – seda, tapetes, porcelana e especiarias – era muito mais vantajoso que os produtos oferecidos pela nova colônia. Nos pequenos e grandes portos naturais aquelas frotas se abasteciam de água e de lenha e aproveitavam para fazer alguns reparos.


A partir destes pontos, criaram várias aldeias em suas vizinhanças. Em 1563, Mem de Sá doa ao colégio da Bahia a chamada sesmaria das doze léguas de Camamú, onde os jesuítas fundaram a Aldeia e Residência de Boipeba e a Aldeia de N. S. da Assunção do Camamú, no mesmo ano.


O litoral baiano estava ocupado por nações indígenas do grupo linguístico tupi: os Tupinambás, os Tupiniquins e os Aimorés. As ilhas Boipeba, Cairu e Tinharé, eram habitadas pelo grupo dos Tupinambás e a cidade de Cairu era a maior metrópole indígena na região. O nome Cairu se originou da palavra Aracajurru da língua indígena Tupi, que quer dizer Casa do Sol.


A partir de 1516 se inicia a colonização do país. A costa baiana foi dividida, em três capitanias e, mais tarde, subdividida em cinco. No século XVIII as capitanias foram incorporadas à Coroa, na criação da sede do Governo Geral, formando a grande Capitania da Bahia.

Na ação catequizadora das ordens religiosas, os franciscanos foram os primeiros a estabelecer contato com a nova terra. Quem, porém, desempenhou o maior papel na colonização foram os jesuítas, que chegaram ao Brasil em 1549, com o I Governador Geral do Brasil, Tomé de Souza. Além do Colégio de Salvador, estabeleceram, imediatamente, residências em Porto Seguro e Ilhéus.


Em virtude do patrimônio natural, a região foi reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade e a ilha está integrada à Área de Preservação Ambiental das Ilhas de Tinharé e Boipeba.


Boipeba é o local perfeito para viajantes que preferem passar as suas férias mais próximos da natureza e buscam a paz para relaxar e descansar. O lugar é ideal para desconectar-se por alguns dias e curtir suas praias desertas na sombra dos coqueiros e fazer belos passeios a pé, de lancha ou de canoa. Para quem procura um pouco de divertimento, encontra na vila de Boipeba uma variedade de bares e restaurantes.


Boipeba contempla floresta densa da Mata Atlântica, restinga, dunas, extensos manguezais e praias paradisíacas com coqueirais e recifes de grande valor ecológico e paisagístico.

Os recifes se estendem pela costa e tornam as praias abrigadas das ondas e correntes. Estes recifes são muitos largos e cortados por canais e poças.


Têm uma grande variedade de corais, algas, peixes, moluscos, ouriços, estrelas e outros. Além disso, pode-se constatar a existência de tartarugas marinhas na região, as quais desovam em diversas praias da ilha.


Boipeba é um dos locais de colonização mais antigos da Bahia, pois, em 1537, os jesuítas fundaram a Aldeia e Residência de Boipeba. A ilha é formada pelos povoados de Velha Boipeba, São Sebastião (Cova da Onça), Moreré e Monte Alegre.


Os únicos acessos são marítimo ou fluvial. O acesso fluvial é mais utilizado devido à segurança oferecida pelas águas calmas do estuário. No entanto, este acesso pelos canais é dificultado pela pequena profundidade e existência de bancos de areia.


Para a ilha não atravessam automóveis, sendo os percursos feitos a pé ou de trator. Esta característica desempenha um papel importante na conservação ambiental e provoca a motivação do turismo ecológico.


A ilha de Boipeba  foi eleita a segunda ilha mais bonita da América do Sul, atrás apenas da ilha de Páscoa, no Chile, por internautas no Traveller's Choice 2013, pesquisa promovida pela TripAdvisor. A igreja do Divino Espírito Santo, do início do século XVI, é uma das atrações mais famosas.

O seu nome deriva da língua tupi, com o significado de "cobra chata", denominação indígena para alguns tipos de cobra terrícolas. . Fundada no século XVI, a vila de Boipeba, chamada "Velha Boipeba", também apresenta arruamentos com mais de três séculos de existência.


A ilha possui várias praias: Praia da Boca da Barra, Praia de Tassimirim, Praia da Cueira, Praia de Moreré, Praia de Bainema, Praia da Cova da Onça, Praia da Ponta dos Castelhanos ou Catu. Apresenta vegetação típica da mata atlântica, com árvores frutíferas nativas, várias espécies de palmeirasrestingasrecifes de corais e manguezal.


O povoado de Moreré fica localizado na costa do Oceano Atlântico, entre a Ponta dos Castelhanos e Velha Boipeba. Hoje, o povoado é o segundo ponto mais visitado da ilha, logo depois de Velha Boipeba. Existem algumas pousadas, bares e restaurantes. O povoado não é servido de atracadouro, sendo o desembarque de carga e pessoas feito pela praia.


É mais um lugar preservado, maravilhoso e que merece ser visitado! Temos tantos lugares lindos que merecem o prestígio de todos os brasileiros e estrangeiros também.


São lugares rústicos porém cheios de tanta beleza natural e paz que valem mais do que tudo.

Quanto a internet, existem locais até em alto mar onde o 3G pega e alguns estabelecimentos que possuem wifi mas não é aquela maravilha. O que importa é registrar os momentos e se quiser postar e compartilhar faça um pouco depois com calma.


E uma curiosidade sobre essa região, é um estrangeiro o grande proprietário de terras de Boipeba.


O italiano Fabio Perini, que fez fortuna ao desenvolver máquinas para a indústria de papel e comanda um estaleiro na Itália e um condomínio em Joinville, entre outros negócios, é dono de 3,5 quilômetros quadrados da ilha (e de outros 7 em Morro de São Paulo).

É sua toda a Praia de Cueira, que, livre de construções, conserva o shape dos tempos da Primeira Missa. Mas Perini desperta amores e ódios, especialmente depois que mandou construir algo que lembra vagamente um ginásio de esportes junto ao pequeno cais da Boca da Barra.


Para os passeios sugiro:

www.princesinhaturismo.com.br


Fontes:

www.wikipedia.org

www.viagemeturismo.abril.com.br

www.ilhaboipeba.org.br


Dani Mollo

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