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Orgulhosamente criado por Paula Castro

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Diamante

Inspirada pelo bate papo de diamantes que tivemos no atelier da querida Cris Porto na semana passada, resolvi fazer uma matéria bem completa sobre eles.

O diamante é um cristal sob uma forma alotrópica e é a forma triangular estável do carbono, comercializado como pedra preciosa, possuindo um alto valor agregado.

Normalmente, o diamante cristaliza com estrutura cúbica e pode ser sintetizado industrialmente. Outra forma de cristalização do diamante é a hexagonal, menos comum na natureza e com dureza menor.


Os diamantes de cor escura são pouco conhecidos e o seu valor como gema é menor devido ao seu aspecto pouco atrativo. Diferente do que se pensou durante anos, os diamantes não são eternos pois o carbono definha com o tempo, mas os diamantes duram mais que qualquer ser humano.


O diamante é o mais duro material de ocorrência natural que se conhece. Sua dureza é superada pelos, também compostos (sintéticos) de carbono, grafeno e carbono acetilênico linear.


Apresenta uma dureza extrema, isto significa que não pode ser riscado por nenhum outro mineral ou substância, exceto o próprio diamante, funcionando como um importante material abrasivo.

Os primeiros relatos da fascinação do homem pelos diamantes foram encontrados em textos na Índia de cerca de 800 a.C. Eles descreviam a beleza e a pureza desses cristais, e a sua durabilidade ganhou significação mística e poderes supostamente mágicos.

Os diamantes são encontrados em quase todos os grandes continentes. Historicamente, a Índia foi o primeiro fornecedor de diamantes para o mundo; logo depois o Brasil tornou-se a fonte mais importante para ser encoberto por sua vez, pelas descobertas ricas da África. A mais recente fonte de diamantes fora da África foi descoberta na antiga União Soviética, nas enormes jazidas da Sibéria Setentrional.

A maior jazida do mundo, revelada pela Rússia ao mundo em 2012, porém de conhecimento do Kremlin desde 1970, tem capacidade para suprir diamantes, mesmo para uso industrial, pelos próximos 3 mil anos.

Marilyn Monroe, um dos maiores ícones da feminilidade e sensualidade, já cantava em 1953: “diamantes são os melhores amigos das mulheres”.

O diamante leva fama por proporcionar um brilho e resistência sem igual, combinando beleza e força, sendo tradição pedir a mão da amada com um anel de noivado com diamante.


O primeiro anel de noivado com diamantes da história foi dado para Maria, Duquesa da Borgonha, por Maximiliano I, em 1477. Esse fato influenciou as classes sociais mais altas e ricas, instituindo o anel de diamante como símbolo do noivado.

Com a descoberta de grandes quantidades de diamante em minas da África do Sul no final do século XIX, a qualidade e oferta da pedra aumentaram em grande escala. Para aumentarem as vendas, grandes empresários do diamante contrataram agências de propaganda para transformarem a pedra no novo símbolo do amor eterno.


A estratégia lançada na década de 30 deu certo: grandes estrelas do cinema foram presenteadas com jóias de diamante para simbolizar o amor indestrutível que sentiam por seus parceiros.


Com a facilidade de captar seu brilho em fotografias, cada vez mais histórias relacionando o diamante – pedra muito resistente – à durabilidade do amor apareceram em revistas e jornais.


Desde então, cada vez mais modelos surgiram, e a tradição foi instaurada. O anel de noivado é símbolo de uma promessa e carinho, sendo que a joia é um dos maiores símbolos da união. Por mais que ainda existam várias opções com outras pedras, o anel de noivado com diamante é certamente o grande clássico.


Para que não sabe direito o que é um quilate, ele representa uma massa igual a duzentos miligramas. A unidade de massa foi adotada em 1907 na Quarta Conferência Geral de Pesos e Medidas. O quilate pode ser subdividido ainda em 100 pontos de 2 mg cada.

Conheçam alguns dos maiores diamantes lapidados do mundo:

- Millenium Star com 203,04 quilates.

O Millennium Star é um famoso diamante, conhecido por ser o segundo maior diamante de cor D – a melhor classificação de cor de um diamante incolor. Ele é perfeito internamente e possui lapidação pear ou gota de 54 facetas. Com 203,04 quilates ele ocupa a 10ª posição dos maiores diamantes lapidados do mundo. Em seu estado bruto, o diamante pesava 777 quilates.


O diamante original foi dividido em três partes, sendo que a maior delas foi batizada de Millenium Star. O verdadeiro valor dessa bela pedra preciosa é um mistério. No entanto, sabe-se que ela está assegurada em US$100 milhões. Alguns acreditam que esse seja apenas uma fração do valor real do diamante.


- Red Cross:

Com 205,07 quilates: é um diamante amarelo canário lapidação cushion. Ele foi encontrado nas minas Kimberly na África do Sul, em 1901. O Red Cross pesava 375 quilates antes da lapidação.


O diamante foi batizado de Red Cross – Cruz Vermelha -, pois, em 1918, foi doado a um leilão da Cruz Vermelha, em nome da British Red Cross Society and the Order of St. John.


- De Beers

Com 234,65 quilates: O diamante De Beers foi encontrado em 1888, nas minas Kimberly, África do Sul. A pedra, que pesava 428,50 quilates em seu estado bruto, media 47,6mm em seu maior eixo.


Em 1928, a Cartier usou o diamante De Beers como peça central em um colar, que ficou conhecido como Colar Patiala. Essa magnífica joia continha nada mais nada menos que 2.930 diamantes, que pesavam cerca de 962,25 quilates. Atualmente, o paradeiro do De Beers de do Colar Patiala é um grande mistério.


- Diamante Jubilee:

Originalmente conhecido como o Diamante Reitz, é um diamante incolor, lapidação cushion e 245,35 quilates de peso. O diamante, inicialmente batizado em homenagem a Francis William Reitz, foi renomeado em 1897, na ocasião do jubileu de diamante – sessenta anos de reinado – da Rainha Vitória, em 1897.


A pedra preciosa foi encontrada em 1895, na mina Jagersfontein, com o peso de 650,80 quilates. Durante o processo de corte, ficou evidente que um diamante um diamante de qualidade extraordinária estava em produção.


- O diamante Centenary:

Com seus 273,85 quilates, está em sexto lugar, na lista dos maiores diamantes lapidados. Ele possui cor D – a melhor classificação possível para um diamante incolor – e é perfeito interna e externamente. O diamante ganhou esse nome por ter sido apresentado em seu estado bruto, na celebração do centenário da De Beers, em 1988.


O De Beers Centerary foi encontrado em 1986 com 599 quilates. Ele foi lapidado com 247 facetas. Este era o recorde de facetas para um diamante na época. O verdadeiro valor deste diamante é desconhecido.


- O Espírito de De Grisogno:

Com seus 312,24 quilates, é o maior diamante negro lapidado do mundo e o quinto em nossa lista. Ele foi encontrado com 587 quilates, na África Central. Posteriormente, foi lapidado pela joalheria suíça De Grisogono.


Hoje, o diamante está cravado em um anel confeccionado com ouro branco, ao lado de outros 702 diamantes.


- O Cullinan II:

É um dos diamantes resultantes da clivagem do diamante Cullinan, o maior diamante bruto já encontrado – pesava 3.106,75 quilates . O Cullinan II possui impressionantes 317,40 quilates e lapidação cushion. Hoje, ele é a peça central central da Coroa Imperial State Crown, da Grã-Bretanha.


- O Incomparável:

É um dos maiores diamantes do mundo. Ele foi encontrado em 1984 por uma garota em uma pilha de cascalho, que estava próxima à mina MIBA Diamond, no Congo. Aquele cascalho, considerado inútil pela administração da mina, foi descartado.


O diamante em seu estado bruto pesava impressionantes 890 quilates. Assim, antes do corte, ele ocupava o posto de maior diamante marrom já encontrado e o quarto maior entre todas as cores. O corte do diamante gerou 14 gemas menores e o Incomparável, um diamante dourado com 407,48 quilates.


- O maior diamante já encontrado, o Cullinan I:

Foi clivado em nove partes principais e noventa e seis brilhantes menores. Das nove gemas principais, as duas maiores pedras foram nomeadas de Great Star of Africa (Cullinan I) e Lesser Star of Africa (Cullinan II). As duas pedras fazem parte de joias da Coroa Real Britânica.


O diamante Cullinan I, com 530,20 quilates, está cravado no cetro The Sorvereing’s Sceptre.


- O Jubileu Dourado é, atualmente, o maior diamante lapidado do mundo:

Ele foi descoberto em 1985, com 755 quilates e tomou o posto do Cullinan I, que deteve o título de maior diamante por quase um século. O Jubileu Dourado foi encontrado na Premier Mine na África do Sul, mesmo local onde o Cullinan foi encontrado.


Inicialmente, o diamante era conhecido como “The Unnamed Brown” (O Marrom sem Nome) e era considerado, por muitos, uma pedra sem qualidade e feia. Assim, serviu de cobaia em experimentos de novas técnicas de corte. Para a surpresa de todos, após dois anos de trabalho, o resultado foi um diamante lapidado maior do que o Cullinan I.


O Jubileu dourado já recebeu as bênçãos do Papa João Paulo II e de um supremo representante do budismo da Tailândia. Hoje, o paradeiro do diamante é desconhecido.


Recentemente foi descoberto na Sibéria, o que apelidaram de diamante grávido, raríssimo e que foi encontrado em uma mina na região de Iacútia, na Sibéria, extremo-oriente da Rússia. São dois diamantes em um só!

De forma extraordinária, a gema é composta por dois diamantes: um maior, com uma cavidade interna, onde uma pedra menor se desenvolveu de forma completamente autônoma.


Segundo relatos reproduzidos pelo jornal local Siberian Times, é possível ver a pedra menor se movendo dentro da "barriga" do diamante maior. Mas apenas no microscópio, já que o diamante maior mede menos de 5 milímetros, enquanto o menor não chega a 2 milímetros.

A descoberta foi registrada pela empresa estatal de mineração Alrosa, que batizou o diamante duplo de Matrioska, em referência às tradicionais bonecas russas que carregam

Ainda não se sabe quanto pode valer o diamante duplo, que se estima ter mais de 800 milhões de anos.


De acordo com o Siberian Timesa empresa russa deve enviar o diamante "grávido" para o Instituto Gemológico dos EUA para análises mais aprofundadas.


"Até onde sabemos, não existe nada igual na história da mineração de diamantes global', disse à impressa Oleg Kovalchuk, representante da Alrosa.


Normalmente, explicou Kovalchuk, as cavidades que se surgem no longuíssimo processo de formação dos diamantes são preenchidas por outros minerais.


O diamante duplo da Sibéria é, na avaliação do especialista, "uma criação única da natureza".

Cris Porto tem uma fala emocionada sobre diamantes, e diz que é algo que carrega o DNA da Terra, do Universo e por isso é tão especial e valioso sob vários aspectos.


Algumas peças Cris Porto Jóias com diamantes:

Pessoalmente adoro diamantes, mas eles não são minhas pedras preciosas favoritas… Mas uso sempre em ocasiões muito especiais.

Email:

contato@crisportojoias.com.br

Instagram:

https://instagram.com/crisportojoias?igshid=pcf9rhu5dm5z

Foto: Fernanda Toigo



Dani Mollo

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