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Orgulhosamente criado por Paula Castro

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VINHOS: ITÁLIA



A Itália é uma das maiores produtoras de vinhos do mundo chegando a produzir mais de 60 milhões de hectolitros em um ano. Normalmente a Itália exporta mais vinhos do que qualquer outro país da Europa, sendo grande parte produtos baratos utilizados para blends.


Diferentemente da França e Espanha, as vinhas são cultivadas praticamente em todas regiões da península italiana, desde os Alpes no Norte até as ilhas próximas à África. Muito se sabia que antigamente era impossível sentar-se à mesa para qualquer refeição e não ter um belo vinho para se beber.

A Itália em sua maioria (exceto Piemonte, Toscana e algumas regiões isoladas) sempre vendia a granel mesmo depois da Segunda Guerra Mundial. Diferente dos outros países que vendiam já engarrafados.

Considerar a história do vinho na Itália é considerar a história da própria Itália. Vinho e a civilização italiana são praticamente sinônimos. Então vãos falar de suas regiões.

Piemonte:


Ao lado das DOC ( denominação de origem controlada) mais conhecidas como Barbera d’Asti, Barbera d’Alba e Barbera Del Monferrato, existem algumas apelações menos conhecidas como Rubino, Gabiano e Colli Tortonesi no extremo sudeste do Piemonte.


A Barbera é a uva mais plantada no Piemonte, Sem dúvida é a mais adaptável e vigorosa das três principais castas tintas do Piemonte, fazendo com que acha uma ampla gama de estilos. Mesmo nas zonas DOC específicas, a barbera tende a variar muito, desde notas frescas de cerejas, acidez marcante e leve rusticidade até vinhos ricos, robustos e aveludados. Muito disso depende de onde o produtor escolheu plantar as uvas e também as técnicas de vinificação empregadas.


Normalmente vinhos Barbera possuem elevado nível de acidez natural e relativamente poucos taninos, possuindo uma coloração rubi profunda. As variações são os níveis de extração de fruta e os diversos níveis de taninos provenientes dos estágios em tonéis de carvalho.

A maioria dos produtores de Barolo e Barbaresco possuem pelo menos um rótulo de Barbera D’Alba ou D’Asti, sendo que muitos deles são de vinhedos únicos com estrutura e preço que podem chegar a equiparar com alguns Barolos.

Toscana



Encontrada por toda Toscana e muitas outras regiões, a sangiovese recebe diferentes nomes em vários locais: prunollo gentile em Montepulciano, brunello em Montalcino, morellino perto de Grosseto, todas consideradas cepas individuais da Sangiovese. Genericamente essas subvariedades caem em duas categorias básicas: as de bagos grandes (sangiovese grosso, que incluem a prugnolo e brunello), e outra de bagos pequenos, sangioveto, a versão de Chianti.

Alguns dizem que a casca espessa da sangiovese grosso é o que dá aos brunello sua tanicidade marcante e capacidade de envelhecimento. Outros dizem que tratar a brunello ou prugnolo como variedades distintas não faz sentido, pois as diferenças de personalidade por causa da mesma uva ser plantada em locais diferentes. O que todos concordam é o caráter único da variedade: Na sangiovese você não tem apenas o aroma e sabor de cerejas negras como também nota características totalmente típicas de vinhos da Toscana. Um bom Chianti, Brunello di Montalcino ou Vino Nobile di Montepulciano, possui notas de bosque, defumados e cerejas da floresta; as notas de especiarias e vegetação rasteira se misturam com a doçura da fruta.


Sangiovese é muito vigorosa, sensível ao seu meio ambiente e apresenta dificuldade para amadurecer completamente. Observando o cenário atual do vinho na Toscana, são essas três – a perfumada sangiovese, a potente cabernet sauvignon e a aveludada merlot, sozinhas ou combinadas são as que melhor definem a região.

Umbria


A Umbria é essencialmente uma extensão da Toscana, uma área de crescente interesse é Montefalco, uma cidade próxima a Torgiano onde uma pequena comunidade de produtores faz um dos mais cultuados vinhos da Itália: o rico, apimentado e encorpado Sagrantino di Montefalco.


Os vinhos de Montefalco são divididos em dois. O básico Montefalco Rosso DOC é um corte de sangiovese(60 a 70%), com um mínimo de 10% de sagrantino e o restante preenchido com uvas à escolha do produtor. Já o Sagrantino di Montefalco DOCG é elaborado 100% com uvas sagrantino. Em 1992 foi elevado à categoria DOCG, tornando oficial o que a maioria dos produtores já sabia: que o denso, escuro e intenso Sagrantino não possui nada parecido em toda Itália.

O solo da região é argiloso com algum calcário e areia. Seus vinhos tem aromas de frutas negras em geleia, alcatrão e pinho. Ele é mais tânico que a sangiovese e possui alto teor de polifenóis, conferindo muita cor. Seu potencial de guarda é imenso.


Veneto

Nesta região é onde se encontra o Valpolicella que possuiu por muito tempo uma péssima reputação. Entretanto o consumidor atento pode encontrar atualmente uma enorme quantidade de rótulos interessantes. .

Valpolicella, que significa “vale de muitas adegas”, hospeda uma série de uvas tintas que raramente são encontradas fora da região. Corvina, uma variedade bastante escura e com casca grossa, é a principal casta utilizada nos Valpolicella, sendo a espinha dorsal do blend com seus firmes taninos com notas ricas, defumadas e cerejas vermelhas.


Outra casta chave é a rondinella, de coloração profunda e considerada mais aromática que a corvina. Após essas duas, que representam no mínimo 60 % e frequentemente muito mais, a lista de ingredientes é muito variada: Existe a Molinara, de elevada acidez e que está desaparecendo aos poucos; raridades locais como a croatina, negrara, além das variedades internacionais merlot e cabernet sauvignon.

Ambruzzo


Abruzzo é a quinta região mais produtiva da Itália. Sua produção anual é quase o dobro da Toscana, mesmo tendo ela quase o dobro da área plantada. Apesar dos Abruzzesi terem criado uma marca de vinhos engarrafados enquanto seus vizinhos não, eles mantiveram a cultura de produção em massa. A indústria local é dominada por cooperativas gigantes, tais como Cantina Tollo, Casal Thaulero, Casal Bordino, e Citra (o vinho mais utilizado pela companhia aérea Alitalia), e que representam 80% da produção total da região.


Os vinhos tintos de Abruzzo variam bastante. Na maior parte das vezes são leves e agradáveis, porém também se encontra vinhos robustos e difíceis. Isso é comum na uva montepulciano, a casta dominante tanto aqui quanto em seu vizinho Marche, onde é utilizada no Rosso Conero.


A uva Montepulciano possui coloração profunda, com taninos doces naturais e baixa acidez, dando aos vinhos um caráter de fruta delicado que o torna acessível quando jovem. É um vinho que pode ser bebido jovem e também com 10 anos de vida. No seu melhor, os vinhos Montepulciano são púrpura bastante profundos em sua cor e quase xaroposos na textura, com notas de frutas negras e algum toque terroso.

Sicília


A Sicília é dominada por um pequeno número de grandes latifundiários, na maior parte de famílias nobres, onde os camponeses não passam de simples serventes.


Hoje em dia estão a Sicília é chamada de “Califórnia ” da Itália. Uma boa safra , em alguns lugares do mundo é um milagre. Na Sicília, não existe chuva após fevereiro; possui calor intenso e muito sol. Está sempre ventando e seco, portanto não há problemas com apodrecimento. É possível fazer bons vinhos todos os anos.


Enquanto a Sicília continua produzindo vinhos brancos em sua maior parte o real interesse nos dias de hoje está nos tintos, principalmente da uva Nero D’Avola, que pode ser vinificada sozinha ou utilizada em blends com merlot, cabernet sauvignon e principalmente syrah, cuja qual é freqüentemente comparada.

A nero D’Avola é uma uva de casca fina e suscetível à podridão, além de ser uma casta de amadurecimento tardio.

Espero que vocês gostaram deste tour pela Itália.

Vanessa Ierizzo

Chef e amante do mundo

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